Agricultura Sustentável
TÉCNICAS DE CULTIVO DA CEBOLINHA-ALHO
Guia detalhado desde a preparação do solo até a colheita
Agricultura Sustentável
Care Notes
Necessidade de Água

1. Características Biológicas
Raízes pequenas e frágeis, gosta de humidade e não tolera encharcamento. Pseudocaule pequeno (1,5–2 cm). Prefere clima ameno.
2. Usos
Especiaria aromática e ligeiramente doce. Fitoterapia popular para tosse, gripes, desintoxicação. A aguardente macerada com bulbos alivia gripes.
3. Técnica de Cultivo
Safra seca, após as cheias. Canteiros de 1,1–1,2 m. Espaçamento 30×10 cm. Plantio com bulbos tratados.
I. USOS
A cebolinha-alho é usada como tempero em pratos como sopas de peixe, sopa de carne de vaca e papas de arroz. Tem um sabor aromático e adocicado. É também valorizada na fitoterapia popular para o tratamento da tosse e de gripes. Como todas as plantas da família dos alhos e cebolas, contém substâncias antibacterianas. A aguardente macerada com os seus bulbos serve para aliviar gripes.
Económico: o cultivo da cebolinha-alho oferece elevada rentabilidade.
II. CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS
- Sistema radicular: pequeno e frágil, distribuído sobretudo na camada superficial. Gosta de humidade, mas não tolera encharcamento.
- Caule: o pseudocaule é pequeno (degenerado, como nas outras espécies da família). Diâmetro do pseudocaule de 1,5 – 2 cm. As folhas atingem 15 – 20 cm de altura, podendo chegar a 25 – 30 cm.
- Folhas: pequenas, em forma de agulha.
- Flores: em capítulo, sobre um pedúnculo fino (semelhante a um palito). Polinização por insetos.
- Clima: prefere clima ameno, tolera o calor e gosta de luz.
- Distribuição: no Vietname, é cultivada sobretudo nas províncias do centro do país.
- Solo: solos soltos, com boa drenagem e pH neutro. Solos arenosos são muito adequados ao cultivo da cebolinha-alho.
III. TÉCNICAS DE CULTIVO
1. Calendário
De um modo geral, plantar na estação seca, como nas outras plantas da família dos alhos.
- Melhor altura: depois da época das chuvas, entre dezembro e janeiro.
- Zonas altas: plantios mais precoces devem ser feitos em terras altas.
- Delta do Rio Vermelho: possível plantio na safra de outono-inverno.
2. Solo e Adubação
Solo: lavrar e gradar bem, deixar solto, livre de ervas daninhas; pode-se deixar o solo a descansar 3 – 5 dias antes do plantio.
Canteiros: 1,1 – 1,2 m de largura, 15 – 20 cm de altura, com sulcos de 25 – 30 cm.
- Adubo orgânico compostado: 1 – 2 toneladas
- Azoto (ureia): 10 kg (não exceder)
- Superfosfato: 30 – 40 kg
- Sulfato de potássio: 15 – 18 kg (ou cloreto de potássio 13 – 15 kg)
* Adubação de fundo: todo o adubo orgânico + o fósforo + 1/3 do potássio no sulco (misturar bem com a terra). * Adubos alternativos: NPK composto, fertilizantes orgânicos com microrganismos, DAP, etc.
3. Técnica de Plantio
- Preparação das sementes: cortar parte das raízes e descascar parcialmente (sem deixar o bulbo branco). Mergulhar os bulbos em água limpa ou em solução de superfosfato a 2 – 3% durante 1 – 2 horas. Escorrer e plantar.
- Quantidade: 45 – 50 kg por 1 000 m².
- Espaçamento: 30 – 35 cm entre linhas e 8 – 10 cm entre plantas.
- Cobertura: cobrir com terra peneirada. Por cima do canteiro, espalhar uma camada de matéria orgânica, palha velha ou bagaço de cana decomposto.
4. Tratos Culturais & Controlo Fitossanitário
Regar para manter a humidade até à germinação. Pode-se regar por sulcos (cobrindo até metade do canteiro) se houver água em abundância. A água de rega deve estar limpa.
Escarificar e amontoar 1 – 2 vezes quando a planta cresce vigorosamente ou os bulbos engrossam. Aplicar 2 – 3 adubações de cobertura (a 1%). Aplicar potássio (K) quando os bulbos começam a formar-se e a engrossar.
IV. Colheita & Conservação
- Momento: geralmente na primavera, quando os bulbos estão maduros, as folhas secas e a planta sem rebentos novos.
- Notas: 2 – 3 semanas antes da colheita, deixar o terreno secar para facilitar a colheita e evitar que os bulbos venham sujos de terra.
- Conservação: amarrar os bulbos em molhos e secar ao sol fraco ou à sombra ventilada. Quando secos, pendurar em local alto, fresco e arejado.
Condições de Cultivo
Dose de adubação por 1.000 m²: Adubo orgânico compostado: 1 – 2 t Ureia: 10 kg (não exceder) Superfosfato: 30 – 40 kg Sulfato de potássio: 15 – 18 kg (ou cloreto de potássio 13 – 15 kg) * Adubação de fundo: todo o adubo orgânico + fósforo + 1/3 do potássio no sulco. * Adubos alternativos: NPK composto, fertilizantes orgânicos com microrganismos, DAP, etc. 3. Técnica de Plantio Preparação das sementes: cortar raízes e descascar parcialmente. Mergulhar em água limpa ou superfosfato 2 – 3% por 1 – 2 h. Quantidade: 45 – 50 kg/1.000 m². Espaçamento: 30 – 35 cm entre linhas e 8 – 10 cm entre plantas. Cobertura: terra peneirada e por cima palha velha ou bagaço decomposto. 4. Tratos Culturais & Controlo Fitossanitário Rega
Regar para manter a humidade até à germinação. Pode-se regar por sulcos (cobrindo metade do canteiro) se houver água em abundância. A água deve estar limpa.
Escarificar & Adubar
Escarificar e amontoar 1 – 2 vezes quando a planta cresce ou o bulbo engrossa. Adubação de cobertura 2 – 3 vezes (a 1%). Aplicar potássio quando o bulbo começa a engrossar.
Plantio (dez–jan)
Tratar os bulbos, plantar, cobrir com terra e palha.
Tratos Culturais
Escarificar, amontoar, adubar 2 – 3 vezes. Aplicar potássio quando o bulbo engrossa.
Controlo da Rega
Manter a humidade. Suspender a rega 2 – 3 semanas antes da colheita.
Colheita
Quando o bulbo está maduro e as folhas secas. Secar e pendurar em local fresco.